Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 14/06/2018

A Carta Universal dos Direitos Humanos - promulgada pela ONU em 1948 - assegura o tratamento igualitário em bem-estar á todo cidadão. Entretanto, atualmente, os cidadãos com o transtorno de espectro autista, ainda, passam por dificuldades na inclusão na sociedade. Nesse contexto, deve-se analisar como o individualismo e a falta de políticas públicas causam essa hostilidade e como combatê-la.

O individualismo é o principal responsável pela manutenção dessa problemática no país. Isso ocorre porque, segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, na obra “Modernidade Líquida”, nos expressa que a lógica hipercapitalista tornou as relações fluídas , evidenciando, assim, o egocentrismo e o individualismo, vindo, então, a ocasionar a intolerância pela sociedade na vivência com pessoas com o transtorno de espectro autista. Muitas vezes, por exemplo, pessoas com TEA não são aceitas em centros de ensino por não haver um grupo de docentes preparados. Por consequência disso, ocorre a dificuldade de autistas terem participação na sociedade, mesmo com a estimativa de 2 milhões de pessoas com espectro autista no Brasil, segundo Organização Mundial da Saúde.

Além disso, nota-se, ainda, que a falta de políticas públicas causam a continuidade dessa hostilidade país. Isso ocorre porque o Poder Público, na maioria da vezes, não se preocupa em garantir condições necessárias para que a população autista possa ser incluída no meio social. Muitas pessoas, por exemplo, discriminam esse grupo social por atribuir a eles defeitos e a não incluí-los como cidadão. Por decorrência disso, a população com TEA sofre preconceitos pelas diferenças sendo impedidos de exercer a cidadania na nação.

Torna-se, evidente, portanto, que a inclusão das pessoas com autismo é uma problemática no Brasil.    Em razão disso, o Ministério da Educação, deve investir verbas na capacitação de professores do ensino infantil, fundamental e médio para lidar com pessoas com TEA a fim de serem conduzidos de forma válida na educação e serem incluídos no âmbito escolar. Além disso, o Estado, deve discutir e aprovar políticas públicas de saúde para o tratamento e o diagnóstico amplo do autismo, sendo fiscalizados pelas Secretarias Municipais de Saúde se a reforma está em prática. Dessa forma, a inclusão dos autistas deixará de ser um desafio no Brasil.