Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 05/06/2018
O autismo é definido como uma síndrome que afeta tanto aspectos da comunicação quanto comportamental do individuo, sendo mais comum em crianças. No Brasil, mais de 2 milhões de brasileiros são afetados e estima-se que 70 milhões no mundo, segundo informações da Organização Mundial de Saúde(OMS). O diagnóstico ainda é impreciso e não existe exames auxiliares fidedignos. Apenas em 1993, a Síndrome do Autismo foi incluída na Classificação Internacional de Doenças (CID). Em 2012 o Ministério da Saúde, publicou a Política Nacional de proteção dos direitos da pessoa autista, porém é notório que, a inclusão dos portadores do autismo possui grandes desafios, tais como: apoio às pesquisas na área de saúde e a implementação de políticas públicas de saúde.
Primeiramente, uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) aponta a imprecisão diagnóstica dos casos de autismo, visto que, ainda pouco se sabe sobre o tema necessitando assim de maiores investimentos às pesquisas objetivando o diagnóstico precoce.
Outro aspecto a ser pontuado é sobre a implantação de políticas públicas, desenvolvendo programas intersetoriais com a participação da comunidade com o objetivo de que o autista seja assistido de forma integral nas necessidades de saúde com equipe multiprofissional e acesso farmacêutico e nutricional.
Logo, diretrizes são necessárias para auxiliar esses desafios. O Ministério da Saúde deve criar e financiar pesquisas cientificas nas Universidades sobre o estudo do autismo com o objetivo de elaborar métodos para que o seu diagnóstico seja notificado com maior precisão e em menos tempo. O Estado por sua vez, deve implementar ações intersetoriais com as secretarias de saúde, educacionais e lideranças comunitárias de divulgação, abordando o tema por meio de campanhas publicitárias com isso as pessoas portadoras do autismo sofrerão menos discriminação e efetivando sua inclusão na sociedade.