Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/06/2018
Desde o regimes totalitários vividos na Europa no século XX é possível observar o desejo de segregar a população indesejada ou que não segue o “padrão social”. Infelizmente, hoje, pode-se observar tal fato com relação aos autistas, aos quais a ciência ainda compreende pouco e a sociedade julga sem bom senso. Essa lamentável realidade toma proporções ainda maiores na escola e na família, onde toda discriminação começa.
Um estudo feito em Montreal aponta que quatro em cada cinco autistas adultos ainda moram com os pais. Isso é preocupante, uma vez que com a criação e educação adequadas tais cidadãos poderiam viver de forma tranquila e independente de seus genitores. O que falta, muitas vezes é o próprio conhecimento dos pais sobre o transtorno, situação essa que torna impossível uma educação adequada e de qualidade.
Outro ponto a ser considerado é a escola que deveria servir como principal veículo de inclusão dos portadores dessa doença. O que não ocorre, pela falta de profissionais capacitados e um sistema de ensino apropriado para essas pessoas. Os autistas, em geral, não apresentam boa fala, entretanto tem uma memoria excepcional e respondem muito bem a estímulos visuais.
Para que o problema da intolerância com os autistas altere-se é necessário que as Secretarias de Saúde promovam, em parceria com as famílias , palestras e discussões com uma equipe multidisciplinar, afim de melhor entender as pessoas portadoras do transtorno anteriormente citado. As prefeituras municipais devem direcionar os professores para uma didática mais inclusiva e que estimule os pontos positivos do autista. Dessa forma, desde que haja parceria mútua, será possível criar uma sociedade em progresso e livre de preconceitos.