Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/06/2018

No Brasil, em sua Carta Magna de 1988, diz: ‘‘Todos são iguais perante a lei". No entanto, nos deparamos com diversos preconceitos com pessoas que sofrem com autismo. Em geral, o preconceito com a capacidade de quem tem autismo dificulta na socialização dos mesmos, fazendo disso um “Apartheid” social. Esse preconceito surge por conta da falta de conhecimento e estudos da doença.

Mesmo com o avanço no meio científico, pouco se sabe sobre a doença, o que dificulta no entendimento das pessoas sobre a capacidade de quem o tem. Os portadores da síndrome do autismo sofre com a socialização, seja pelo preconceito da sociedade, que por falta de informação e estudos foi criada um certo estereótipo sobre a síndrome, e com isso vem o preconceito, ou pela super-proteção excessiva dos pais ou responsáveis, que inibem os autistas do mundo real, fora do convívio familiar.

Além disso, embora o dia 2 de Abril seja considerado o dia mundial da conscientização do autismo, ainda é muito pouco para a conscientização e inclusão dos autistas na sociedade. Ademais, a dificuldade na inclusão dos autistas começa no inicio de sua vida escolar, mesmo tendo seus direitos garantidos por lei, algumas escolas recusam a matrícula deles, alegando que a escola não tem capacidade para atender os autistas. Isso, corrobora para a dificuldade na inclusão dos autistas, pois o priva de conviver com as crianças consideradas “normais”.

Diante do exposto, faz-se necessário maior fiscalização do ministério público nas escolas, garantido o direito de cidadão dos autistas de se matricular em qualquer escola, para assim facilitar sua inclusão perante a sociedade. Demais, o ministério da educação deverá investir na capacitação de seus profissionais, para que possam lidar com os autistas nas escolas públicas. Por outro lado, deverá ser feito palestras de conscientização nas escolas, pois segundo Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”.