Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/06/2018

No contexto do século XXI, é notório a importância do convívio social para a formação do caráter cidadão através das escolas, famílias e sociedade. Entretanto, os autistas, que sofrem polarização de pensamentos, representações e sentimentos pessoais enfrentam dificuldades de entrada em grupos sociais. Dado o exposto, busca-se maneiras de facilitar a entrada desses indivíduos no meio educacional e amenizar os estereótipos existentes sobre pessoas com essa deficiência.

A priori, é importante destacar a dificuldade de inserção dos autistas nas rede de ensino público do País.  Dados de pesquisa feita pela USP (Universidade de São Paulo), revela que metade da população com esse distúrbio na faixa 17-24 anos está fora das escolas, o que acaba por mostrar um descuido do governo em preparar às instituições educacionais para receber esses indivíduos.

Outrossim, é válido ressaltar que, a cultura brasileira estabelece paradigmas quanto à população com esse problema, criando mecanismos de exclusão social e promovendo práticas como o bullying. Ademais, as pressões sociais criam uma coerção que fazem com que outras camadas aceitem a discriminação. Para Durkheim, esse fenômeno é chamado de coerção social e mostra a força que as pessoas têm em influenciar o seu meio, gerando um quadro de conformismo com a crítica situação existente.

Logo, pode-se concluir que, é de suma importância a adequação da sociedade para poder receber pessoas com espectro autista. O governo em parceria com secretárias de educação deve promover mudanças no sistema educacional, criando projetos que incluam o autista a fim de inseri-lo no meio acadêmico. Além disso, é importante que o Governo Federal em parceria com municípios e estados crie campanhas que estimulem a conscientização da sociedade através de palestras e panfletos promovendo assim, uma sociedade justa e igualitária em todos os sentidos.