Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2018
Conhecimento autista
Conforme Einstein é mais fácil desintegrar um átomo do que acabar com um preconceito enraizado. Apesar de estimar que existem no Brasil cerca de 2 milhões de autistas, estas vêm sofrendo inúmeros desafios na sua inclusão como a falta de capacitação das instituições de ensino e dos profissionais da saúde.
De forma que é notório como a educação brasileira atual não é para todos e segundo Lipovetsky a educação é uma exigência para todos em uma sociedade democrática. Entretanto, isso não ocorre efetivamente na democracia brasileira, pois as pessoas que são acometidas pelo Espectro Autista invés de serem incluídas, são excluídas. Por exemplo, um aluno autista é colocado em sala individual/especial separando-o da sala de aula, portanto é perceptível que a escola não se adapta ao aluno, mas o contrário.
Outrossim, estes também passam por desafios no âmbito da saúde, visto que são inexistentes as políticas públicas de tratamento e diagnóstico. Como se não bastasse o diagnóstico tardio, infelizmente, muitos casos são confundidos com Déficit de Atenção, já que ambas fazem com que o paciente demonstre falta de concentração. Assim, as pessoas com autismo são “incluídas” de forma errônea na sociedade.
Consoante à problemática abordada é necessário que o MEC forneça cursos de capacitação e palestras sobre o tema para os educadores brasileiros. E que em parceria com o Ministério da Saúde também forneça esses cursos para os profissionais dessa área, uma vez que na Lei N° 12.764 está previsto atendimento multiprofissional. Por conseguinte, a junção desses dois gerará uma sociedade, em termos profissionais e humanos, mais preparada para incluí-los e, consequentemente, menos excludente, aprendendo que o autismo é parte deste mundo, não um mundo a parte.