Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/06/2018
No Brasil, o atendimento às pessoas com deficiência teve início na época do Império, século XIX. Porém, pessoas portadoras do Transtorno do Espectro Autista (TEA), receberam atenção do governo 100 anos depois. Essa conjuntura, mostra-se, que pouco se sabe sobre o TEA, por outro lado, os autistas por estarem fora do padrão que a sociedade considera “normal”, muitas vezes acabam sendo excluídos. Dessa forma, necessita-se discutir os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.
Em primeiro plano, é primordial saber que, ainda não existe à cura para o transtorno e o mesmo é classificado em três graus leve, moderado e grave. No Brasil e no mundo, o diagnóstico do TEA é lento podendo levar anos para seu reconhecimento. O jornal britânico ‘The Conversation’ entrevistou mais de 1000 pais no Reino Unido que passaram pelo processo do diagnóstico da doença com seus filhos, de acordo com uma publicação no portal, os pais aguardaram de três a quatro anos antes de ter a confirmação do diagnóstico do autismo em seus filhos. Este fato acaba por tardar o tratamento e leva o indivíduo a fase mais grave, o que inviabiliza ainda mais, sua inclusão no meio social.
Ouro fator importante, é saber que, o autismo caracteriza-se como um distúrbio na fala e nos movimentos causados por fatores genéticos e ambientais. Análogo a isso, à teoria da seleção natural, proposta por Darwin diz que, só os que adaptam-se melhor ao meio conseguem sobreviver. Constata-se assim, que no ambiente escolar os alunos que não possuem o transtornos têm um certo preconceito com os autistas e não aceitam a aproximação, por acharem que os mesmos são diferentes dos “normais”.
Evidencia-se, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que os autistas sejam incluídos na sociedade. Desse modo, é necessário que as escolas de ensino fundamental promovam ações educativas como workshops e palestras a cerca do transtorno, com a intenção de prevenir o preconceito das crianças desde cedo e disseminar a aceitação dos autistas. Além do mais, o Ministério da Ciência e Tecnologia deve disponibilizar mais recursos financeiros, para serem aplicados em pesquisas na área, afim de descobrir um novo método onde o TEA seja diagnosticado rapidamente, assim como novos remédios para o tratamento ou até mesmo para a cura.