Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2018

O transtorno do aspecto autista (TEA) abrange 1 a cada 160 crianças, segundo a OMS. Devido sua abrangência e por se tratar de um problema que resulta em prejuízos para a comunicação e a interação social dos seus portadores, o TEA enfrenta barreiras como o isolamento social e a inacessibilidade à educação adequada.

Nesse contexto, mesmo que a educação seja garantida constitucionalmente, é comum que ela, em meio aos seus problemas, não alcance a todos. Por isso, fatos como o de não haver professores aptos a educar alunos com limitações, ou de uma escola não ter subsídios para atender suas necessidades físicas e motoras, apresentam-se como fraquezas estruturais e pedagógicas repulsoras para o aluno com qualquer deficiência, assim como o autista.

Ademais, segundo a ativista Ellen Keller; ’’ O resultado mais sublime da educação é a tolerância’’, portanto, é pressuposto os preconceitos voltados para o autismo são consequência da falta de informação. Em vista disso, em 2013, foi transmitida uma telenovela denominada ‘‘Amor à vida’’ onde o TEA foi discutido e a partir dela a população pôde ter contato com a sua realidade e limitações. Esta foi uma ferramenta usada, então, para atenuar a ignorância que acomete esse transtorno.

Torna-se clara, logo, a relevância de subverter os entraves ocasionados pelas faltas de conhecimento da população e de insumos para a educação do autista. Para isso, os Ministérios da saúde e educação devem levar informação sobre diagnóstico, assitência e inclusão à sociedade e à comunidade escolar por meio de palestras nas escolas, das mídias televisivas e virtuais e de ONGs voltadas para essa questão. E finalmente, por meio dessa visibilidade, os portadores do TEA poderão contar com assistencialismo e inclusão.