Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 03/06/2018

No filme,“Uma Viagem Inesperada” , é retratada a história de uma mãe que passa por diversas lutas quando descobre que seus filhos são autistas.Essa ficção é a realidade de em média 2 milhões de brasileiros diagnosticados com a síndrome, um grande número para pouco conhecimento e aceitação. Nessa perspectiva, fica evidente que desafios como falta de acessibilidade e inclusão na formação educacional, decorrentes de outro empecilho,a descriminação ,são fatores que precisam ser combatidos.

Embora o ingresso de uma criança autista na escola regular seja um direito garantido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional ,nota-se a negligência estrutural e profissional de alguns centros educacionais, que quando há chance de recebê-los, não é adequadamente.Dessa maneira,é perceptível que a forma de ensino e formação estão voltadas para a “educação bancária”, mencionada por Paulo Freire. Isso porque o modo metódico de se trabalhar com os alunos supera a criticidade e integração das diferenças ,dificultando o desenvolvimento da vida em sociedade. Assim, é preciso que haja transformação nesse processo, pois não é indivíduo com autismo que deve se adaptar, é a instituição, reconhecendo eles como muito mais do que uma síndrome.

Além do desafio da falta de facilidade de uma boa inserção nos centros de educação, há também o preconceito e a dificuldade de aceitação social nos espaços públicos, que por pouco conhecimento sobre o assunto, não se tornam solidário à causa.Contudo,deve haver mais assistência e acessibilidade, pois o número de pessoas recebendo diagnóstico de autismo têm aumentado, baseado na Organização Mundial de Saúde há prevalência de 1 em 160 indivíduos. Logo, a discussão tem que ocorrer de modo mais natural , para que a socialização ocupe cada vez mais o olhar de descriminação a essas pessoas especiais ,vistas como um “mundo à parte” ,mas que na realidade estão bem presentes nele.

Evidencia-se,portanto ,a necessidade de medidas que minimizem as barreiras para a inclusão de brasileiros autistas.Para isso,o Ministério da Saúde e o MEC devem promover mais acesso nas instituições educacionais , por meio de uma educação freiriana que trabalhe de forma integrada todos os alunos e desenvolva habilidades terapêuticas praticadas pelos especialistas e professores .Somado s a isso, devem criar centros gratuitos,como a “Associação de Atendimento e Apoio ao Autista “,que dá acessibilidade adequada a eles,a fim de que todas as famílias, mesmo sem condições financeiras, possam ter a chance de tratá-los dignamente.Ademais,a sociedade aliada a ONG’s,como a “Autismo e Realidade”,devem fazer projetos sociais que desmistifique o preconceito e passa a respeitar o próximo.