Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2018
A declaração Universal dos direitos Humanos promulgada em 1948 pela ONU, assegura a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem estar social. A maneira como a sociedade brasileira trata os deficientes. Atualmente, mesmo após avanços nos direitos desses cidadãos, a situação de exclusão e preconceito permanece e se reflete na precária condição da educação aos autistas no País.
É importante lembrar que a má formação socioeducacional do brasileiro é um fator determinante para a permanência da precariedade da educação para deficientes autistas, uma vez que os governantes respondem aos anseios sociais e grande parte da população não exige uma educação inclusiva por não necessitar dela. Isso, consoante ao pensamento de A. Schopenhauer de que os limites do campo de visão de uma pessoa determinada seu entendimento a respeito do mundo que a cerca, ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco prepara cidadãos no que tange aos respeitos ás diferenças. Tal fato se reflete nos ínfimos investimentos governamentais em capacitação profissional e em melhor estrutura física, medidas que tomariam o ambiente escolar mais inclusivo para os eles.
Em consequência disso, os deficientes autistas encontram inúmeras dificuldades em variados âmbitos de suas vidas. Um exemplo disso é a difícil inserção dos autistas no mercado de trabalho, devido á precária educação recebida por eles e ao preconceito intrínseco á sociedade brasileira. Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contratrualista John Locke, configura-se uma violação do ´´contrato social``, já que o estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem de direitos imprescindíveis como direito à educação de qualidade para a manutenção da igualdade entre os membros da sociedade, o que expõe os autistas a uma condição exclusão e desrespeito.
Portanto, faz-se necessário que a escola promova a formação de cidadãos que respeitem ás diferenças e valorizem a inclusão, por intermédio de palestras, debates e trabalhos em grupo, que envolvam a família, a respeito desse tema, visando a ampliar o contato entre a comunidade escolar e aa formas de deficiências. Além disso, é imprescindível que o poder público destine maiores investimentos a capacitação de profissionais da educação especializadas no ensino incluso e as melhores estruturas nas escolas, com o objetivo de oferecer aos autistas uma formação mais eficaz. Ademais, cabe também ao estado incentivar a contratação de deficientes por empresas privadas, por meio de subsídios e parcerias público- privadas, objetivando a ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho. Dessa forma, será possível reverter um passado de preconceito e exclusão.