Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 03/06/2018
O transtorno do Espectro Autista – TEA, é uma doença psiquiátrica que pode ser diagnosticada ainda no início da fase infantil, entre as idades de 1 e 3 anos, tendo o seu desenvolvimento físico normal, e afetando a capacidade cognitiva dos seres que a acometem.
Por um lado, o autismo é extremamente é estereotipado como apenas uma deficiência intelectual, porém a dificuldade de coordenação motora pode provocar problemas de saúde física, tais como sono e distúrbios gastrointestinais e podem apresentar outras condições como síndrome de deficit de atenção e hiperatividade, dislexia ou dispraxia, e em mudanças hormonais do indivíduo, pode desencadear a depressão.
Por outro lado, em contraponto ao esterótipo os portadores de autismo podem ter uma capacidade sensorial mais sensível que os seres não portadores. Alguns autistas, por exemplo, conseguem perceber sonoridades que outros ignorariam. Ainda em tempo, alguns ambientes que parecem ser suportáveis para uns, para quem possui autismo se tornam insuportáveis em ruído, pela sua alta capacidade de sentido.
Ainda nesse contexto, os autistas, podem se destacar e possuir habilidades nas artes, nas exatas e, em sua maioria possuem uma excelente capacidade visual e memória fotográfica, tendo uma excelente percepção de detalhes. Algumas pessoas com autismo possuem uma paixão por rotina e exatidão, fazendo com que isso seja favorável para carreiras específicas em um futuro profissional, sendo funcionários leais e de confiança.
Portanto, a maior e luta e maior obstáculo em relação à inserção dos autistas na sociedade é a desinformação. É papel do Governo Federal, investir em ações publicitárias com comerciais vinculados em horários estratégicos informando sobre as capacidades e inteligência dos portadores da doença. Com a educação, incentivar os professores a debaterem sobre personalidades autistas afim de aumentar a informação e diminuir o preconceito, para a melhor inserção dos mesmos na sociedade.