Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 04/06/2018

Segundo a perspectiva filosófica de Immanuel Kant, todas as qualidades sublimes de cada ser devem infundir respeito e amor. No entanto, percebe-se que, no Brasil, o pensamento de Kant, na maioria das vezes não tem se aplicado ao corpo social, haja vista que no processo que tange a inclusão de pessoas com autismo, a estruturação opressora de uma sociedade marcada por preconceitos e discriminações tendem à afasta-la dos diversos grupos socais. Assim, notam-se desafios ligados com a inserção de autistas, seja por falta de informação e conhecimento; ou por uma passividade do Ministério da Saúde, quanto a falta de tratamentos adequados para o seu melhor desenvolvimento mais próximo do “normal”. Dessa forma, medidas urgentes são necessárias para a resolução desses entreves.

O autismo é considerado um transtorno global do desenvolvimento, que afeta principalmente as capacidades sociocomunicativas. Sob esse viés, a dificuldade para se comunicar e interagir socialmente acabam influenciando e aumentando ainda mais os índices de discriminação perante a sociedade em que estão inseridos; pois o corpo social brasileiro é um modelo excludente imposta por indivíduos que se consideram “perfeitos”. Segundo o pensamento do filósofo Voltaire, todo ser humano têm iguais direitos à liberdade e à sua prosperidade; no entanto, percebe-se que, mesmo de acordo com a Constituição de 1988 assegurando esses direitos aos autistas, o Estado e a sociedade moderna têm negligenciados e deixando-os esquecidos.

Vale ressaltar, também, que a carência de tratamentos e estruturas especializados no acompanhamento desse público, acabam dificultando ainda mais o seu desenvolvimento social e intelectual. Outrossim, a falta de apoio aos familiares de pessoas autistas intrinca como eles devem  proceder com os seus filhos em casa e quando devem procurar um tratamento adequado, visto que a não aceitação de algumas famílias ainda é muito grande.. Por isso é preciso ampliar as condições para a inclusão social dos portadores de qualquer deficiência, seja física, ou intelectual em toda sociedade.

Nesse sentido, é vital a mitigação dos desafios na inclusão de pessoas com autismo. Para que isso ocorra, o Ministério da Saúde deve realizar melhorias no tratamento, como o aumento de equipes especializadas, atuando em terapias comportamentais, educacionais e familiares, tendo em vista a redução dos sintomas e o aumento no apoio ao desenvolvimento e à aprendizagem. Ademais, é vital a criação de oficinas educativas, pelas escolas e nos diferentes meios midiáticos, visando a elucidação da sociedade sobre o assunto, para que possam vir a ter mais respeito e empatia pelo próximo, a fim de aumentar a inserção ativa do autista na sociedade, bem como promover melhorias nas condições sociais desse grupo. Então só assim, espera-se aumentar a inclusão do autista no Brasil.