Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2018

Na Grécia antiga, indivíduos com a alguma limitação física ou algum transtorno mental acabavam sendo eliminados ainda quando bebê. Felizmente, na contemporaneidade essa visão é completamente diferente, especialmente no Brasil, pessoas com autismo são consideradas cidadãos como qualquer outro patriota. No entanto, os portadores dessa síndrome encontram muita dificuldade de se integrar no convívio  social e ter um atendimento  adequado no serviço público de saúde do país.

Antes de tudo, é importante salientar, que pessoas autistas não têm habilidade para interagir socialmente e apresentam padrão de comportamento restritivo e repetitivo. Essas características desses indivíduos, já acabam sendo um limitante do convívio social. Além disso, a falta de conhecimento por parte da sociedade dessa síndrome, leva a mesma a não entender as limitações desses portadores, excluindo-os do meio social. Esse meio que acaba sendo tão importante para o o desenvolvimento intelectual dos autistas. Assim, não levando em consideração o que aborda célebre frase de Carlos Drummond de Andrade, " ninguém  é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar".

Não obstante, é válido ressaltar, que mesmo com a lei 12.764, que estabelece em uma de suas diretrizes, a atenção integral as necessidades de saúde da pessoa com transtorno do espectro autista. A realidade é bem diferente, visto que, o SUS se encontra defasado, sem prestar serviços básicos de formar adequada a população geral. Se perpetuando um verdadeiro desafio do sistema oferecer um serviço de saúde que atenda as expectativas que a lei atribui. De certa forma, excluindo as pessoas com autismo desse direito social previsto na Constituição.

Portanto, torna-se claro, que a exclusão das pessoas com o transtorno persiste na sociedade brasileira, não ao extremo como ocorria na Grécia antiga. Portanto, os governos podem juntamente com a mídia ciar propagandas abordando as principais características do autismo, como forma de eliminar qualquer forma discriminação voltada pra essa minoria e promover a inclusão deles. Esses representantes podem encaminhar uma verba específica para o sistema de saúde para atender esse público. Assim, pode se viver em uma sociedade verdadeiramente democrática.