Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2018
Pensando no conceito de saúde que, segundo a Organização Mundial de Saúde, abrange o completo “bem estar físico, mental e social” do indivíduo, podemos identificar a necessidade de medidas gerais no cuidado, atenção e prevenção de doenças, entre elas, o autismo, um agravo de âmbito mental que precisa ser compreendido pela sociedade, pois a inclusão de pessoas autistas no convívio natural faz parte do seu bem estar e das pessoas que a cercam.
Do mesmo modo que outras doenças mentais como, a síndrome de Down e o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), a pessoa com autismo está presente nas escolas, igrejas, famílias, parques e outros ambientes de relações sociais. Porém, a falta de conhecimento sobre a doença e a cultura de discriminar o que aparenta ser diferente, exclui essas pessoas de atividades comuns, como brincar com outras crianças. Observamos muitos pais não permitindo que seus filhos socializem com crianças autistas por medo que estas sejam agressivas, classificando - as como anormais.
Além disso, muitas escolas não estão preparadas para o ensino especial pois, não possuem qualificação profissional e também consideram oneroso contratar mais professores, já que um aluno especial necessita de mais atenção que os demais.
Portanto, o poder público, representado pelo Ministério da Saúde e Educação, podem incluir programas de conscientização do autismo, através de capacitações de profissionais que atuam no setor público, investimentos em campanhas contra a discriminação através dos meios de comunicação e rede sociais da internet. Também é importante o incentivo na pesquisa sobre o autismo, com a criação de bolsas de ensino nas universidades e centros de pesquisas, trazendo assim mais avanços no conhecimento sobre essa doença.