Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 02/06/2018

A biologia nos mostra, através da teoria de Darwin, que nem sempre é o mais forte que sobrevive, mas sim, aquele que melhor se adapta as novas circunstâncias. Nesse contexto, no Brasil, entretanto, o desconhecimento do autismo pela sociedade e a inércia governamental, acaba dificultando a adaptação e marginalizando esse grupo, que já atinge dois milhões de brasileiros.

De acordo com o sociólogo Emille Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, composta por partes que interagem entre si. Desse modo, é indubitável a importância do cidadão no acolhimento e interações das pessoas que sofrem do autismo, a dependência pode variar de acordo com o grau desse transtorno, sendo assim, é importante que as pessoas saibam quais são as características -como as hipersensibilidades- que o autista pode apresentar, assim como algumas mudanças de humor. Tudo isso é imprescindível para que todos saibam que o autista é uma pessoa de comportamentos especiais e merecem total respeito.

Outrossim, a falta de investimento por parte do governo, aparece como foco causativo da problemática. Apesar de grandes avanços, como o autismo valer-se dos mesmos direitos dos deficientes, ainda sim, escolas se recusam a receber esses alunos, afirmando não possuir estrutura para o mesmo. Ademais, o governo não oferece especialistas suficientes na rede pública de saúde nessa causa, como consequência disso, retardando o diagnóstico do problema e implicando no desenvolvimento do autista.

Dessa forma, é urgente que o Estado por meio do Ministério da Saúde, impor projetos pedagógicos para tornar a escola mais inclusiva capacitando professores, flexibilizações curriculares e tendo o cuidado de colocar os autistas em turmas menos numerosas, para que os professores possam atender suas demandas individuais. Além disso, nada melhor que a mídia com seu poder de massa promover a conscientização da sociedade através de campanhas como conviver acolhendo o autista. Assim, os portadores do transtorno se adaptariam a todas as circunstâncias sociais.