Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 05/06/2018

Obstáculos para a inclusão de autistas no Brasil

O “espectro do autismo” é uma condição neuropsiquiátrica, cujos portadores têm dificuldade para agirem em sociedade. Visto que não possui cura, é uma condição de difícil cuidado, sem mencionar a recente definição como deficiência no Brasil. Tais fatores fazem com que os autistas sofram preconceitos e consequentemente sejam excluídos da sociedade, na qual esses indivíduos podem, com o devido suporte e desenvolvimento social, exercer sua cidadania.

A educação é um direito humano. Escolas são responsáveis por desenvolver não só o intelecto mas também a interação social, essa surgindo de maneira natural para as pessoas comuns mas não para os autistas. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve ser utilizada de modo que a igualdade seja alcançada na sociedade. Nessa perspectiva o Brasil, que já apresenta educação pública precária, apresenta uma educação especializada mais precária ainda. Como consequência, autistas provenientes de famílias pobres sofrem sem o apoio sócio-educacional e político com o agravamento dos sintomas, dificultando o comportamento e interação social.

Outro aspecto considerável são as possíveis causas do autismo. Uma pesquisa postada na revista Pediatrics apontou que a obesidade durante a gravidez pode aumentar as chances da pessoa adquirir autismo. Vale ressaltar que é uma condição na qual o portador já nasce com, e que essa ainda não possui um fator biológico determinante. Portanto o diagnóstico precoce é peça chave para a amenização dos sintomas de alguém com o “espectro do autismo”. Todavia em contrapartida há casos de falsos diagnósticos, onde pessoas com doenças cujos sintomas são semelhantes ao do autismo, são tratadas para essa, podendo amplificar ao invés de resolver os sintomas daquela.

Ademais, urge ao Ministério da Educação efetivar a inclusão social dos autistas nas escolas, por meio de professores especializados em desenvolver o social adjunto de palestras com psicólogos afim de mostrar aos jovens em formação o quão parecidos esses podem ser com os autistas, visando reduzir o preconceito. Some-se a isso, cabe ao Ministério da Saúde disponibilizar verbas a serem utilizadas em medicamentos e apoio médico especializado para famílias com indivíduos autistas.