Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/06/2018
É fato que, no Brasil, o autismo é um assunto pouco tratado, visto que quase não falam sobre ele nas escolas, lugar onde ocorre grande parte da construção do indivíduo, sendo, também, palco de preconceito para com os que possuem a síndrome. Isso se deve, principalmente, por ter pouco conhecimento acerca do mesmo. E se por um lado não há preocupação com a conscientização do respeito para com eles desde a escolarização, por outro há um número pequeno de profissionais qualificados para lidar com tal situação. Assim, fica evidente que não há interesse em tratar a problemática.
De acordo com uma pesquisa, metade das crianças autistas no Rio de Janeiro está fora da escola. Isto é apenas um reflexo da carência de boa estrutura que existe, embora o acesso à educação seja um direito garantido pela Constituição brasileira a todos os cidadãos, além de existir uma lei que assegura direitos aos que possuem transtorno do espectro autista. Consequentemente, as pessoas não tem convívio com essa diferença, não aprendem a lidar, não se integram dessa realidade, e é só mais um agravante que abre espaço para o preconceito.
Ademais, as famílias nem sempre encontram apoio para tratar tal transtorno, até porque não há um incentivo por parte das autoridades na formação de especialistas no assunto. Com isso, elas ficam totalmente desamparadas, sem orientação médica e acompanhamento, dificultando mais ainda o processo de inclusão e não possibilitando a extração máxima das qualidades existentes no indivíduo.
Desta forma, são necessárias medidas para certificar a inclusão dos autistas no Brasil. Para esse processo, o MEC deve, por meio de palestras realizadas por pessoas capacitadas, levar informações de conhecimento e conscientização nas escolas. O Ministério da Saúde, juntamente com o Poder Público, deve desenvolver políticas para o diagnóstico e tratamento do autismo, com presença em universidades para impulsionar especializações e nas escolas para buscar identificar possíveis casos e iniciar o acompanhamento.