Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/06/2018

Os cidadãos da militar Esparta tinham o costume de sacrificar pessoas com qualquer tipo de deficiência, alegando que não seriam úteis para o modelo social. A sociedade brasileira,por mais que não os sacrifiquem, acaba sendo excludente para os deficientes, inclusive os autistas. Com isso, observa-se um grande problema social.

Essa exclusão é fatal para o processo sociológico de alteridade, que consiste no processo de interação e socialização humana, em que o indivíduo por si só não pode existir,ele tem uma relação de dependência com o outro. O convívio com os autistas seria uma grande execução de alteridade,tanto para o deficiente quanto para a sociedade em geral. Entretanto, a população é afetada pelo que a filósofa Hannah Arendt denomina “vazio do pensamento”,ou seja, a ausência de reflexão e isso torna imperceptível a falta de alteridade, fazendo com que a exclusão seja perpetuada.

Outro grande problema para a inclusão de autistas na sociedade é a demora do diagnóstico. O que acaba atrapalhando o desenvolvimento da criança autista, além de acabar retardando a atenção dos pais para os devidos cuidados especiais que precisam ser tomados ao cuidar de uma criança com essa doença.

Para que os autistas sejam incluídos na sociedade é necessário que o Ministério da saúde promova programas de capacitação para os médicos, que os permitam fazer um diagnóstico mais rápido e apurado. Além de uma reforma educacional, por parte do Ministério da educação, para que a sociedade consiga se livrar do vazio do pensamento e perceba a importância do exercício da alteridade.