Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2018
De acordo com a Constituição Federal Brasileira de 1988, artigo 5°, todos são iguais perante a lei, tendo direito à vida, à liberdade, à segurança, à propriedade e, principalmente, à igualdade. Na realidade, entretanto, as normas não se fazem eficazes, tendo em vista a desavença da inclusão de pessoas com transtornos autistas na sociedade. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a negligência estatal e a limitada divulgação de informações do transtorno.
É importante pontuar, de início, o baixo investimento por parte do Governo em gastos relacionados a indivíduos autistas. Pode-se relacionar tal problemática, com a quebra do Contrato Social imposto pelo filósofo inglês, John Locke, em que o Estado não cumpre sua função de garantir aos cidadãos seus direitos naturais. Tendem-se como exemplo, a falta de preparo de profissionais na área de educação e a péssima infraestrutura nos hospitais públicos, dificultando, assim, o tratamento e o diagnóstico precoce de pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo, criando-se obstáculos para sua inclusão na sociedade.
Além disso, a ausência da transmissão de informativos sobre o problema psiquiátrico , é algo relevante no fator midiático. Apesar da criação do dia mundial de conscientização do Autismo, a sociedade brasileira ainda não possui uma clareza em relação a cuidados e necessidades que tais pessoas necessitam, facilitando, assim, sua exclusão social. Traz-se como exemplo, o pensamento de Aristóteles, em que afirma que o ser humano é por natureza um ser social, não podendo viver isolado, fazendo-se necessário sua presença nos meios sociais, como nos setores profissionais e, principalmente, no meio escolar.
Fica evidente, portanto, que o Autismo no Brasil é tratado com pouca seriedade e necessita de mudanças urgentes. Dessa forma, cabe ao Governo Federal realizar projetos financeiros destinados a área da saúde, tendo como pretensão, melhorias nas infraestruturas de hospitais públicos, tendo como objetivo o rápido diagnóstico e amplo tratamento, com finalidade de um processo antecipado de inclusão na sociedade. Ademais, o Poder Midiático com parceria da Associação Brasileira de Autismo (ABRA) deve criar propagandas contendo em si noções de cuidados e importâncias que estas pessoas possuem, criando-se um fator igualitário na população, facilitando, assim, sua inserção no quesito profissional e educacional. Desse modo, obstáculos para inclusão de autistas na sociedade diminuirá, fazendo-se menos presente em nossa realidade.