Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 01/06/2018

Na série “Atypical”, da Netflix, estreada no ano de 2017, é contada a história de Sam, que possui síndrome de Asperger do espectro autista, abordando sua jornada rumo a independência e a inclusão. Fora das telas, a realidade do autismo no Brasil é problemática e encontra entraves. Esses estão relacionados, principalmente, a falta de inclusão na escola e na família.

A principio, é necessário entender a situação das pessoas com autismos nas escolas brasileiras. Para Joana Portolese, coordenadora da ONG Autismo e Realidade, até agora, os sistemas de ensino têm lidado com a questão do autismo por meio de medidas facilitadoras, como cuidadores, professoras de reforço e salas de aceleração, que não resolvem, muito menos atendem o desafio da inclusão. Seguindo essa ideia, é importante mudanças no plano pedagógico dos estudantes com disfunção do desenvolvimento. Pois quando se almeja a inclusão, não é a criança ou adolescente que se adapta à escola, mas a escola que para recebê-los deve se transformar.

Ademais, as famílias são fundamentais para a inclusão social de pessoas com autismo. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização e de comportamento. Assim, cabe aos familiares ajudar a desenvolver essas áreas afetadas pela síndrome, uma boa ferramenta para isso são os aplicativos disponíveis para android e ios. Como o “Autastico” que é um jogo educativo destinado a auxiliar na aprendizagem e desenvolvimento das pessoas com essa disfunção. Isso é possível, pois não existe um padrão fixo para todos os autistas, visto que o TEA se manifesta em diferentes graus de acometimento.

Urge, portanto, propor medidas para mitigar os entraves da inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Desse modo, cabe as escolas desenvolver um plano de ensino que respeite a capacidade de cada aluno e que proponha atividades diversificadas para todos, considerando o conhecimento que cada aluno traz para a escola. Logo, é importante elaborar atividades dinamizadas em que se explore as habilidades das pessoas com autismo para isso pode ser usado espaços das instituições fora da sala de aula e as diversas formas de artes, como música, pintura e teatro. Para assim, a educação se afastar de modelos avaliativos que se baseiam em respostas pré-definidas ou que vinculam o saber às boas notas, e sim se preocupar no desenvolvimento e inclusão dos estudantes.