Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2018
Uma opinião pública que tem dedicado mais atenção a grupos sociais até então subjugados tende a encontrar diversas oportunidades de melhoria das condições de vida historicamente prejudicadas.Dentre essas percelas populacionais,pessoas com autismo,cujo os processos de inclusão se revelam altamente ineficazes o que se deve a fatores como o diagnóstico tardio e a negligência acadêmica estatal.
Foi apenas em 1933 que o autismo foi incluído à classificação internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.A demora na adição de tal síndrome revela o pouco conhecimento e talvez até interesse que se tem sobre o assunto.A falta de precisão no diagnóstico se revela um grande desafio para a inclusão do autista, uma vez, que sem saber o verdadeiro problema enfrentado pela pesssoa ela acaba não recebendo o apoio e os mecanismos necessários para sua melhor integração social.Assim, é fundamental que haja um aumento no numero de pesquisas para que tal deficiência seja identificada o mais cedo possível.
Quando o sociólogo Pierre Bourdieu afirma o funcionamento da instituição escolar como resultado da pauta de uma classe dominante, evidencia os entraves a que é submetido o indivíduo autista em um processo que não o inclui.Desde a falta de professores especializados,algo garantido pela lei 12.764/2012 artigo 3°, até um material didático desprovido de adaptação, a invisibilidade seletiva que infelizmente tem caracterizado esse deficiente dificulta sua absorção de conteúdo e,assim, limita-o academicamente com frequência.Então, faz-se necessário uma maior adaptação das escolas as necessidades de tal grupo social para que haja sua efetiva inclusão academica o que possibilitará posteriormente uma inclusão social.
Evidenciam-se, portanto, significativas dificuldades de inserção dos autistas em diversos processos que deveriam assegurar sua inclusão.A fim de efetivar sua oportunidade de acesso a sociedade,secretarias municipais e estaduais de educação devem oferecer treinamento e aperfeiçoamento constantede em como lidar e ajudar pessoas com tal síndrome a professores por meio de orientação de ONG´s que tenham experiência comprovada nesse cenário específico de incorporação.Aumentando assim as chances de se alcançar uma cidadania pragmática e realmente legítima e plural.