Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/05/2018

Esferas Sociais Arcaicas e a Inclusão de Autistas

Durante o desenvolvimento da Grécia Antiga, ocorria em muitas cidades-estado a marginalização de deficientes, que eram mortos ou satirizados em eventos de gladiação.

Apesar do Avanço Científico e Tecnológico de Informação, da dissipação de pensamentos humanistas e da reformulação do conceito de cidadania, muitos deficientes, como os autistas, permanecem exclusos da sociedade.

Em um país onde a negligência científica prevalece e a ética e a reflexão sobre a moral não são priorizadas e incentivadas, o preconceito perdura. O cenário atual do Brasil demonstra a dificuldade em manter a igualdade e a dignidade humana nas esferas sociais, mesmo que a legislação garanta esses direitos.

Consoante o psicólogo Lev Vygotsky, as crianças passam por dois processos de formação: valores familiares e interação social, cabendo aos grupos em que estão inseridas desconstruir preconceitos e paradigmas. Logo, se a discriminação permanece, é porque as instituições não estão utilizando o pensamento crítico e filosófico.

De acordo com o sociólogo Thomas Hobbes, o Estado deve cumprir com o contrato social estabelecido com os indivíduos. Deste modo, portanto, é necessário cumprir com a legislação, e infelizmente, nesse caso, a mídia não está sendo utilizada como propagadora de informações,  e quando isto não ocorre, o conhecimento dificilmente é aplicado.

Para integrar os autistas na sociedade, é necessário, portanto, que o Estado cumpra com as leis, formando bons docentes que discutam em sala de aula os direitos humanos, além de utilizar a mídia para sensibilizar a sociedade por meio da publicidade e propaganda. Deste modo, colaborará para uma possível e eficaz melhoria na inclusão dessa fatia populacional.