Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 30/05/2018
A Inclusão de Pessoas com Autismo No Brasil-Um Longo Caminho
Falar não só do autismo, mas de qualquer doença que afeta os comportamentos de alguém para com a sociedade de modo geral é um tabu muito difícil de ser quebrado e combatido. Doenças como a esquizofrenia e a bipolaridade também são assuntos delicados. Mas por que o autismo coloca-se em uma situação um pouco mais preocupante? Por um simples motivo: Não há meios de “camuflar” ou “esconder” que há alguém com autismo na sociedade, ao contrário de muitas outras doenças que são um tabu, os autistas estão sempre muito expostos e o pior, desde muito novos, pois muitas deficiências se desenvolvem conforme a pessoa amadurece, mas os autistas devem lidar com este fardo desde muito novos e isto é bastante preocupante, pois se para nós adultos é difícil lidar com o julgamento da sociedade por nossas individualidades, imagine só isto aos olhos de uma criança, perturbador.
Além da pressão da sociedade para que todos consigam moldar-se em teus padrões, há uma enorme cobrança para que cada um de nós seja sempre capaz de seguir o mesmo ritmo que todos independente de qualquer fraqueza que tenhamos, e para uma pessoa com transtorno do espectro autista conviver com a nocividade, falta de apoio e preconceito de todos ao redor pode tornar a vida em sociedade uma coisa muito mais complicada do que deveria ser. Pessoas com transtorno do espectro autista tem dificuldades para entender o que outras pessoas sentem e realmente pensam, tornando-se na maioria dos casos vítimas de abusos psicológicos e bullying não só na escola mas fora dela também pela falta de compreensão dos outros e em alguns casos, a falta de diagnóstico pode trazer consequências bastante graves e uma vida de desconforto para o autista. Quanto mais cedo a pessoa for diagnosticada, maiores a chances de que ela possa ter uma qualidade de vida melhor. E o apoio da família é sempre ideal para que essa criança não se sinta sozinha, e chegue a vida adulta sabendo que é possível ter uma qualidade de vida que se equipare a de outras pessoas que não possuem transtornos do espectro autista.
É preciso que haja mais políticas públicas a favor de doenças do espectro autista, e que as pessoas recebam educação e incentivo para saber como lidar e tratar uma pessoa com o diagnóstico, nem todos agem de má fé, mas a falta de informação e de pessoas diagnosticadas, afeta muito como a sociedade lida com o mesmo.