Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 29/05/2018

O mito grego conta que Hera, envergonhada de ter dado à luz um filho tão disforme, precipitou-o no mar para que ficasse eternamente escondido nos abismo, Hefesto , seu filho e Deus do fogo, era coxo. Atualmente, mesmo que leis tenham sido criadas e novas possibilidades de diagnósticos surjam, os portadores de espectro autismo ainda não são inseridos corretamente na sociedade,enfrentando preconceitos e exclusão.

Convém ressaltar, a princípio, que a má formação socioeducacional da sociedade não permite enxergar o diferente como normal,também humano portador das mesmas necessidades e direitos. Isso, consoante ao pensamento de Montesquieu que tinha com preceitos os ideais de igualdade,fraternidade e liberdade e diz que a injustiça que se faz a um é uma ameaça que se faz a todos, a sociedade tende a marginalizar esse indivíduos. Sendo assim, é inadmissível tal conduta,visto que a constituição federal brasileira de 1988 diz que " todos são iguais perante a lei " .

Em consequência disso, os portadores de autismo encontram inúmeras dificuldades de inserção social, por preconceito que gera exclusão,começando por escolas e unidades de terapia  ocupacional não preparadas para recebê-los. Essa conjuntura, leva ao pensamento do educador Paulo Freire que afirma que se a educação não transforma a sociedade, sem ela tampouco muda. Isso, tende a ocorrer com a exclusão dos autistas,pois, a conjuntura social não tem uma educação primária igualitária e por isso não tende a nivelar os direitos socioeducacionais.

Diante dos fatos supracitados,faz-se necessário que o Ministério da Educação em conjunto com a sociedade valorize a formação,não só de autistas, mas de todo indivíduo com alguma limitação, envolvendo inclusive as famílias,em debates e palestras sobre as diferenças. Além disso, é preciso que o poder público destine mais verbas as escolas visando essa inserção e promova parcerias com empresas para coloca-los no mercado de trabalho também fiscalizando para que participem ativamente. Dessa forma, o corpo social não agirá mais como Hera a Hefesto.