Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 02/06/2018
Na obra novalesca - Amor à vida - do diretor Walcyr Carrasco é possível observar a solidariedade e c cuidado do personagem Rafael com uma mulher autista chamada Linda. Essa ideologia ainda é pouco praticada na sociedade brasileira do século XXI, favorecendo desafios para a inclusão do autismo no Brasil. Perante a isso, esse panorama suscita dois dilemas: a falta de iniciativa escolar e a negligência acadêmica governamental.
Em primeira análise, a falta de iniciativa de muitas escolas do Brasil no favorecimento educacional aos deficientes de desenvolvimento trazem um desamparo de muitos autistas que podem não levar uma rotina familiar de apoio, já que segundo a G1 a maioria das escolas recusam ou apresentam vagas limitadas aos portadores de necessidades especiais. Desse modo, contribui para exclusão social dos deficientes mentais, e consequentemente estes adquirem um intenso trauma neurológico e sentimento de inutilidade, podendo levar a atitudes catastróficas, como o suicídio.
Além disso, outro fator relevante é a falta de investimento do governo frente ao problema. Segundo o sociólogo Charles Wright “muitos dos problemas pessoais devem ser entendidos em termos de questões públicas”, citação essa que não é valorizada pelo poder público do Brasil, já que o país apresenta uma saúde e educação pública precárias para atender a demanda daqueles que mais necessitam de ajuda. O governo, em vez de ampliar profissionais a cuidarem dos autistas, opta em desviar o dinheiro público para o enriquecimento ilícito, o que contribui para dificuldades na inclusão social aos autistas no Brasil.
Nessa perspectiva, portanto, devem ser criadas medidas paliativas para a inclusão do autismo no Brasil. Para atenuar o problema, é preciso que o Estado, junto as Instituição de ensino, promovam a ampliação socioeducativa aos portadores de necessidades especiais, por meio do aumento de vagas para eles, além de aplicarem campanhas de abrangência nacional junto as emissoras e redes sociais, que divulguem a situação das pessoas autistas e motivem a ajuda ao próximo, incentivando o senso de coletividade. Ademais, o governo deve oferecer concursos públicos na área da saúde e educação, a fim de promover profissionais capacitados a cuidarem daqueles que necessitam de ajuda, e assim diminuir a exclusão do autismo no Brasil.