Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/06/2018
O autismo é uma síndrome que altera o nível de interação do portador com outras pessoas, enquanto pessoas normais possuem uma habilidade de 100% de interação, autistas variam de 90% à 1%. Por isso, há uma dificuldade imensa de incluir esse público na sociedade, sendo os principais desafios estes: a desinformação da população geral quanto a essa doença e a falta de apoio familiar.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, no Brasil há 2 milhões de autistas. Infelizmente, a sociedade brasileira não é preparada e não recebe informações suficientes para saber acolher pessoas com essa síndrome, tornando muito difícil a inclusão delas. Pois, devido à dificuldade de interação dos afetados, as pessoas possuem receio em buscar contato com eles, afastando-os ainda mais socialmente. A sociedade brasileira não pode ter uma interação com pessoas as quais ela não sabe como fazê-lo.
Além disso, não tem como um autista treinar e se tratar para ser interativo se sua família não sabe como lidar com a sua condição. O apoio e suporte familiar são primordiais para que o autista seja incluído socialmente, pois é por esse vínculo que o portador da síndrome aprende como fazer contato com as outras pessoas. Porém, infelizmente, as famílias não recebem instrução e não tem o suporte necessário para obtê-la sem ajuda e assim ficam desamparadas, sem saberem como cuidar de seus filhos.
Diante dos fatos, faz-se necessário uma intervenção do governo junto à sociedade para que pessoas com autismo sejam incluídas na sociedade brasileira. Para tanto, urge que o governo proporcione um suporte melhor para famílias com portadores dessa síndrome, ampliando vagas nas instituições estatais e abrindo novas para atender a todas as famílias brasileiras que necessitem, além disso, é importante que as instituições criem vínculo com a família para ajudá-la e observá-la de perto, proporcionando apoio a elas. É necessário que o governo crie projetos para e com a sociedade a fim de disseminar informações sobre esta síndrome. Dessa forma, a inclusão de pessoas autistas tornar-se-á mais possível.