Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 01/06/2018
Ações contra a rejeição ao autismo
Segundo Aristóteles, “deve-se tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida da sua desigualdade”. Entretanto, no Brasil, essa não é a realidade de muitos pacientes com indícios característicos de autismo. A negação do problema por parte da família e a falta de conhecimento por parte da sociedade são alguns dos desafios da inclusão de pessoas com autismo no país.
As estatísticas mostram um significativo aumento do número de brasileiros com transtorno de espectro autista e diante do seu difícil diagnóstico muitas famílias negam-se a aceitá-lo, visto que, trata-se de um distúrbio neurológico que afeta a capacidade de uma pessoa comunicar-se e relacionar-se socialmente, levando as famílias ao isolamento por medo da segregação.
Quando remete-se a pessoas deficientes a sociedade automaticamente tende a lançar um olhar questionador munido de julgamento devido à desinformação. Essas negativas sociais poderiam ser amenizadas se houvesse professores instruídos a lidar com crianças autistas, contudo, a rede de ensino não está preparada para ajudá-las, pois, faltam educadores aptos a trabalhar com tais desigualdades.
Diante do exposto, entende-se a real necessidade de ações sociais capazes de modificar atitudes preconceituosas, por meio da preparação dos docentes, inicialmente. Além disso, unidades educadoras e equipes multidisciplinares devem prestar assistência aos pais, a fim de oferecer suporte especializado para o desenvolvimento apropriado do indivíduo com autismo. Cabe à mídia, também, instruir a sociedade quanto a aceitar as diferenças individuais, pois, respeitando as desigualdades combate-se o prejulgamento e a discriminação e auxilia na socialização das pessoas com autismo ou qualquer outra deficiência.