Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 04/06/2018
Sociedade humanizada
Entre os grandes nomes do futebol mundial, Lionel Messi se destaca por sua incrível habilidade dentro de campo. O que pouco se sabe sobre o argentino, é que quando criança, o futebolista foi diagnosticado como portador da síndrome de Asperger. No entanto, diferentemente do que aconteceu com Messi que conseguiu oportunidades para exercer todo seu potencial, no Brasil, os indivíduos que possuem autismo ainda sofrem pela baixa inclusão, devido à falta de apoio especializado terapêutico educacional e o pouco conhecimento da sociedade sobre o tema.
Os autistas possuem maior dificuldade de comunicação e interação com o meio externo, por isso necessitam de uma atenção especializada no seu processo de aprendizagem com equipe multidisciplinar de qualidade. Porém a realidade brasileira apresenta em seu ensino público, falta de profissionais especializados. Segundo pesquisa realizada por Raquel Sousa Lobo Guzzo(puc-campinas), o número de psicólogos na rede educacional ainda está longe do ideal e mostra que poucos municípios se preocupam em oferecer este serviço. Essa situação colabora para que os autistas continuem a pagar o preço da exclusão social.
Outro fator preocupante, é a falta de conhecimento coletivo sobre o autismo.De acordo com a frase do Filósofo Socrátes “Os erros são consequência da ignorância humana”. Esse desconhecimento da sociedade sobre o tema, gera preconceito e faz com que pessoas que não possuem autismo acabem tendo atitudes de exclusão com os autistas.
Portanto, medidas são necessárias para solucionar a problemática. Cabe ao Governo Federal, juntamente com o ministério da educação, criar lei, que garanta que os colégios públicos possuam um número suficiente de psicólogos e psicopedagogos em suas instituições, visando promover aos indivíduos autistas toda atenção necessária em seu ensino. Além disso, é de suma importância que campanhas de conscientização sobre o autismo, sejam veiculadas com mais com mais frequência pelo ministério da saúde, objetivando construir uma sociedade menos ignorante e mais preparada para incluir todo esse grupo. Somente assim, a população brasileira irá se conectar em respeito, igualdade e humanização.