Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Uma das sociedades mais interessantes foi a Grécia Antiga. Dentro dela destacou-se duas cidades-estado, Atenas e Esparta.Essa última ficou conhecida pelo seu poderio militar na Península do Peloponeso. No entanto para manter tal poder era necessário treinar suas crianças desde pequenas, e bebês que apresentassem qualquer imperfeição eram abandonados à morte.Hoje, no Brasil, ainda existe o abandono daqueles que não enquadram-se nos padrões normais , como os autistas. Isso acaba gerando problemas no atendimento de saúde e no convívio social dessa parcela da população.

O Transtorno do Espectro Autista(TEA) enfrenta problemas logo no início do diagnóstico. Por tratar-se de uma doença há pouco tempo incluída no Código Internacional de Doenças(CID) e de difícil diagnóstico até por exames genéticos o tratamento acaba acontecendo tardiamente.Quando é diagnosticado o  autista enfrenta problemas no SUS para ter a equipe de multiprofissional para atendê-lo, visto que falta até mesmo para cuidados gerais da população brasileira.

Além disso, o Brasil tem uma sociedade ainda muito conservadora e preconceituosa. Isso pode ser visto no dia-a-dia pelo número de pessoas autistas incluídas no sistema, que é um número muito pequeno. Geralmente, a própria família priva o autista do convívio social para evitar situações que julgam constrangedoras.

Diante o exposto,pode-se elaborar possíveis soluções para o problema. Mormente, o Ministério da Saúde deve elaborar um plano de ação para todo o território brasileiro, que será feito pelas UPAs e CSFs visando um diagnóstico rápido e um tratamento adequado. Com isso o Estado estará incluindo de forma coerente os autistas.Em segundo plano, o Governo Federal deve trabalhar na conscientização da população por meio de propagandas e palestras elaboradas pelo Ministério dos Direitos Humanos com o objetivo de combater o preconceito que oprime os autistas.