Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

O transtorno de desenvolvimento que prejudica a capacidade de se comunicar e interagir - autismo - tem atingido um número cada vez maior de pessoas na sociedade brasileira. Devido a isso, a inclusão social aos portadores dessa síndrome faz-se necessária em todos os âmbitos sociais a fim de que promova o livre acesso a todas as atividades desenvolvidas pela população. Porém, há desafios que prejudicam a total efetivação da inserção dessa determinada parcela como: a falta de capacitação por parte dos profissionais da área da educação e do centro educacional, além da ausência de planejamento familiar daqueles que possuem membros com o transtorno.

Primeiramente, a supressão de profissionais capacitados na área educativa e a negação por parte de escolas em aceitar o indivíduo com autismo ainda se faz comum no ambiente social brasileiro. Com isso, crianças com tal prognóstico ficam sujeitas a total exclusão social, uma vez que não são forçadas a estabelecer comunicação e contato com outros indivíduos, inibindo a possibilidade de interação com terceiros. Com a defasagem da universalização do ensino, pesquisas realizadas por centros de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil mostram o número crescente de cidades que possuem metade de jovens e crianças autistas fora do ambiente estudantil.

Outrossim, a falta de preparação por parte dos responsáveis pelos membros familiares com autismo dificulta a concretização e o completo desenvolvimento dos direitos destes. Dessa maneira, os pais tornam-se negligentes devido a omissão de informação sobre a doença e, consequentemente, muitas pessoas não são nem mesmo diagnosticadas e por conta disso acabam encontrando dificuldades em todas as tarefas sociais. Estima-se que 90% dos brasileiros com autismo não tenham sido diagnosticados conforme médicos Programa de Transtornos do Espectro Autista, fator que ocorre devido a desinformação dos responsáveis.

Portanto, devido ao grande número de pacientes com autismo presente no Brasil, medidas devem ser tomadas a fim de que promova a total concretização dos direitos dessa parcela. Dentre elas: a promoção de campanhas publicitárias, por parte do Ministério da Saúde, para que haja eficiente propagação de informação e conhecimento sobre tal doença e alerte, dessa forma, os pais instigando-os a perceberem os sintomas e assim proporcionar ao indivíduo um tratamento correto. Além disso, faz-se necessário a criação de uma grade curricular referente ao assunto, nos cursos superiores que envolvam o magistério, pelo Ministério da Educação, com o propósito de capacitar integralmente os futuros profissionais que estabelecerão contato efetivo com os portadores do Transtorno do Espectro Autista e, assim, os ajudem a se desenvolverem no âmbito comunicativo.