Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Para Oscar Wilde, dramaturgo e escritor irlandês, a insatisfação é o primeiro passo na evolução de um homem ou de uma nação. Desse modo, é possível afirmar que a população brasileira demanda de informações sobre a inclusão de pessoas com autismo no Brasil, que, hodiernamente, sofrem com a discriminação. Nesse sentido, fatores como a falta de explanação sobre a temática, assim como o descaso do Estado com o grupo minoritário não podem ser negligenciados.

Em primeira análise, cabe pontuar que o preconceito e o menosprezo com a questão do autismo no território nacional é um dos principais agravantes da questão. De acordo com Émile Durkheim, o fato social são formas de agir, de pensar e de sentir que se generalizam. Seguindo essa linha de raciocínio, por conta da precária exposição correta sobre o tema, observa-se comportamentos discriminatórios que, principalmente em escolas — como piadas, agressões e xingamentos — atingem diretamente a qualidade de vida dos autistas.

Outrossim, tendo em vista a teoria aristotélica, é válido frisar que — por meio da justiça — a política deve ser usada para alcançar o equilíbrio na sociedade. Em virtude disso, é inegável apontar que a Constituição de 1988 e sua aplicação estejam entre as causas do problema. A garantia do direito à igualdade encontrado na constituinte não é vista na prática pelos indivíduos com autismo, já que não são tratados de forma equilibrada em relação as suas necessidades. Uma prova disso é a falta de estrutura e preparo das instituições públicas para lidar com esses cidadãos.

Medidas, portanto, são necessárias para a inclusão dos autistas na sociedade brasileira. Como dito por Nelson Mandela, a arma mais poderosa para mudanças é a educação. Destarte, é imprescindível que o Ministério da Educação (MEC) insira nas escolas debates e aulas informativas sobre a problemática por intermédio da disciplina de Sociologia. Para isso o MEC deve garantir a capacitação de professores nas universidades e fiscalizar periodicamente a eficácia do projeto nas instituições. Logo, promovendo nos alunos, e possivelmente seus familiares, o primeiro passo para a evolução da nação, apontado por Oscar Wilde.