Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

A Declaração Universal dos Direitos Humanos -promulgada em 1948 pela ONU - garante a todas às pessoas o tratamento igualitário. Contudo, brasileiros com autismo não experimentam isso na prática. Tal realidade, é perceptível ao analisar os frequentes casos de desrespeito às pessoas autistas, além da falta de políticas públicas eficazes, contribuindo assim para a baixa inclusão desses indivíduos na sociedade brasileira.

Em relação ao preconceito, sabe-se que ele é um dos principais fatores que impedem, de fato, a inserção dessa minoria em nosso país. Sobre isso William Hazlitt afirma que “ o preconceito é filho da ignorância”. Dessa forma, a falta de campanhas informativas nos diversos meios midiáticos, aliada a baixa discussão desse tema nas instituições de ensino do país, contribui para a persistência da ignorância na sociedade brasileira. Como consequência disso, milhares de portadores de tal síndrome sofrem, diariamente, com a discriminação em diversos ambientes, como o de de trabalho, o qual representa um desafio a estas pessoas, uma vez que, quando conseguem uma vaga de emprego, são tratados com diferença pelos empresários e colegas de trabalho.

Apesar da constituição federal de 1988 -norma de maior autoridade no meio jurídico brasileiro- assegurar o direito igualitário, sobretudo, o acesso a políticas públicas, como educação e saúde às pessoas portadoras do autismo, nota-se que esse direito não é efetuado fora do papel. Isso está relacionado à falta de políticas públicas ostensivas por parte de algumas gestões, uma vez que não são pressionadas pela população do país, a qual desconhece o assunto em questão. Afinal, escolas públicas brasileiras não possuem estruturas adequadas para a integração de seus alunos autistas, que sofrem todos os dias nas mãos de um sistema educacional sucateado e de baixa inclusão. Além disso, o SUS não garante um rápido acesso a consultas com terapeutas e psicólogos, profissionais de extrema importância para o tratamento de pessoas portadoras de tal de síndrome.

.Diante do exposto, cabe o Ministério da educação utilizando-se do orçamento federal, criar um  programa com o nome “Todos pela inclusão dos autistas” que tem como objetivo principal a inserção dessas pessoas com autismos no Brasil. Com esse programa, o Ministério de educação em parceria com as escolas brasileiras deve capacitar os profissionais da educação, através de cursos de capacitação com profissionais especializados na área, para que os educadores aprendam a lidar com esses indivíduos. Cabe ao Ministério da Saúde, junto ao Ministério da educação, criar campanhas com informações sobre a síndrome e divulgar nos diversos meios midiático, como a internet, para que a ignorância da população acerca do assunto seja vencida.