Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/05/2018
De acordo com a Constituição Federal de 1988, a isonomia constitui um direito fundamental inviolável de todos os cidadãos. Entretanto, fora da teoria legislativa tal prerrogativa não corresponde à realidade dos autistas no Brasil, os quais enfrentam desafios para se incluírem no meio social. Sendo assim,faz-se necessário debater a causalidade da problemática em questão a qual possui raízes no preconceito e na falta de informações.
É válido ressaltar, a princípio, que o preconceito é um fator determinante para o processo de exclusão dos portadores do transtorno de espectro autista (TEA),uma vez que devido ao fato de apresentarem dificuldades de interação social são estigmatizados de estranhos e inferiores. Além disso, a falta de conhecimento sobre o transtorno intensifica a marginalização, pois são visto como incapazes, independente de seus aptidões. Nesse sentido, conforme o pensamento de A. Shopenhauer os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento do mundo que a cerca.
Em consequência disso, os portadores da síndrome encontram inúmeras dificuldades para integrarem-se de maneira efetiva na sociedade, principalmente no âmbito laboral. Dessa forma, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU),80% dos adultos autistas não estão inseridos no mercado de trabalho.Nessa perspectiva, o seriado Norte-americano, The Good Doctor,aborda as dificuldades de um médico com TEA conquistar o primeiro emprego, devido aos preconceitos existente na sociedade estadunidense que subestimam o potencial do protagonista.
Fica evidente,portanto, que medidas eficazes são necessárias para que a isonomia seja assegurada e que a exclusão dos autistas não seja mais uma realidade brasileira.Logo,a Escolas deve desconstruir os preconceitos contra esse grupo e promover o conhecimento sobre o transtorno, por meio de debates,trabalhos em grupo e palestras com psicólogos e autistas, visando a formação de cidadãos inclusivos que respeitem às diferenças.Ademais,o Poder Público deve incentivar a contração desses profissionais por meio de incentivos fiscais incluindo-os,assim, no mercado.