Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2018
As diversidades sociais e o senso comum
O senso comum caracteriza qualquer distúrbio ou transtorno psicológico do homem como loucura. Esse ponto de vista gera o eventual preconceito e distanciamento entre pessoas consideradas normais e indivíduos que sofrem de síndromes como o autismo, transtorno psicológico. Tal estereótipo aliado à falta de conhecimento cria barreiras na inclusão de pessoas com autismo na sociedade a qual fazem parte.
Assim, a partir desses parâmetros, nota-se um empecilho enraizado culturalmente: o receio de conviver com o diferente. Logo, as diferenças comportamentais de pessoas autistas necessitam da aceitabilidade e maior empatia da sociedade. A construção dessas condições podem ser por meio da informatividade e da participação da população em desenvolver oportunidades aos portadores de autismo.
Vale ressaltar que a estereotipagem relativa ao grupo deriva da escassez informativa e a consequente separação do ensino regular perante alunos autistas. A inclusão no meio escolar é uma forma de estimular a habilidade de interação e as capacidades empáticas de toda a escola envolvida. Dessa forma, é imprescindível combater a possível divisão social regressiva para a questão.
Por conseguinte, o Poder Público deve incentivar a área de profissionais educadores, por meio de cursos virtuais capacitadores, a criarem palestras nas unidades escolares para ajudar pais e alunos sanarem suas dúvidas a respeito do tema. Ademais, há a urgente necessidade de ampliação das vagas de trabalho ao grupo as quais devem ser criadas por projetos governamentais visando a destinação de vagas em setores aptos a recebê-los. Tais medidas auxiliarão no processo de conhecimento, inclusão e bem estar total da sociedade como um todo.