Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2018
Na série Atypical é contada a história de Sam, um típico adolescente norte-americano que é autista e leva uma vida normal. A trama mostra os desafios enfrentados pelo jovem, por sua família e amigos do trabalho que o apoiam no enfrentamento diário do convívio social, como também, os profissionais que o cercam. Fora da ficção, pessoas que nascem com essa síndrome no Brasil não possuem o auxílio socio-governamental para que se desenvolvam integralmente. Nesse contexto, a falta de conhecimento sobre o autismo, o baixo estímulo familiar e uma educação deficiente ilustram o cenário.
Em primeira análise, pode-se estudar o histórico da síndrome. A Organização Mundial da Saúde (OMS) somente reconheceu a existência do Transtorno do Espectro do Autismo em 1993, ou seja, é algo relativamente recente. Desde então vieram sendo feitas pesquisas para descobrir quais seriam as possíveis causas da condição. Todavia, não houveram avanços significantes, porém, foi estabelecido um padrão comportamental em comum durante a primeira infância, como por exemplo a realização de movimentos repetitivos, a inexistência de contato visual, a dificuldade no contato físico e o enfileiramento de objetos. Logo após, descobriu-se que em determinadas crianças o autismo manifestava-se diferentemente, foi então criado uma espécie de escala, conhecida como espectro.
Outrossim, pode-se observar que o ambiente em que a criança cresce pode determinar o seu desenvolvimento, concluindo-se, logo, que o estímulo da família é capaz de mitigar a dificuldade de aprendizado e intercurso social. Contudo, com a falta de informação sobre o autismo ainda nos dias atuais, muitos pais resolvem manter as crianças isoladas, desse modo elas não tem recursos para progredir. Ademais, a maior parcela das escolas não possuem infraestrutura para lidar com as necessidades de autistas, não possuindo profissionais capacitados. Por conseguinte, o futuro de indivíduos no espectro pode ser difícil, uma vez que os mesmos por não possuírem habilidades sociais serão discriminados e terão dificuldades na hora de conseguir um emprego. Em decorrência dos fatos, pelo baixo conhecimento sobre o autismo, grande parcela da população acredita que é uma doença.
Entende-se, portanto, que medidas devem ser tomadas. Destarte, o Ministério da Saúde em parceria com os meios midiáticos, deverá lançar campanhas com abrangência nacional, ilustrando o que é o autismo e as descobertas feitas até o momento, tal medida poderá ser propagada por meio de propagandas em horários de máxima audiência. Além disso, o MEC deverá criar leis que obriguem que todas as escolas estejam aptas a receber alunos no espectro, proporcionado cursos para professores, desse modo, o exercício da cidadania estará sendo garantido. Por fim, deverão ser criadas cotas em empresas, por intermédio legislativo, para que autistas exerçam sua função social, assim como Sam.