Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Mesmo com o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado no dia 2 de Abril, as pessoas diagnosticadas com autismo sofrem diariamente com a exclusão social devido à descriminação e a dificuldade de inclusão, principalmente nas escolas, transformando a situação em um verdadeiro desafio. Seguindo essa ótica, é importante discutir acerca deste tema e tomar medidas para que esse desafio seja concluído com sucesso.

Em princípio, é preciso entender que, apesar de não ter cura, o autismo é uma doença que não impede o ingresso dos portadores à escola. Sob esse viés, existe a lei nº 12.764 da Constituição Federal, que considera a pessoa autista como deficiente e, por consequência, garante o direito às políticas públicas de inserção no país, inclusive as de educação. O que acontece, porém, é que, por falta de preparo do ambiente escolar e capacitação dos profissionais e professores, esse ingresso é dificultado. Consequentemente, a entrada no mundo acadêmico e no mercado de trabalho é igualmente fragilizada.

Além disso, os autistas, por não se encaixarem no padrão dominante, são vítimas de discriminação por suas condições. Dentro dessa lógica, a violência simbólica, conceituada pelo sociólogo Pierre Bourdieu, torna-se presente e as pessoas com autismo são reprimidas de modo violento, ainda que não seja de forma física. Como resultado, a exclusão social no espaço escolar, além de interferir negativamente no processo aprendizado do indivíduo, pode acarretar futuros problemas psicológicos, como de exemplo a depressão.

É necessário, portanto, mudar esse cenário. Primeiramente, o Ministério da Educação deve criar um programa escolar dentro da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que vise a discussão do Autismo nas salas de aula, para que o preconceito dentro das classes seja extinto. Ademais, as escolas regulares devem oferecer amparo psicológico aos portadores da doença por meio da contratação de psicólogos, assim como acontece em escolas especializadas. Outrossim, a mídia, em parceria com o Governo, deve vigorar campanhas e debates em programas de TV que promovam a representatividade dos portadores da doença. Dessa maneira, poderá ser possível apontar o caminho para incluir os autistas na sociedade.