Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Na Grécia Antiga, no modo de vida dos espartanos, todas as crianças que nasciam com partes do corpo pequenas ou faltando eram consideradas incapazes de tornarem-se soldados e terminavam  sendo mortas pelos anciãos. Na idade contemporânea, no Brasil, as pessoas tendem a valorizar, dentro de suas relações sociais, o considerado normal e ignorar a diversidade social de pessoas peculiares fora de seu eixo comunicativo. Sendo assim, duas situações demonstram-se relevantes na dificuldade de inclusão de pessoas autistas: a falta de interesse e a socialização.

Em uma primeira análise, não há o investimento necessário na utilização de pessoas com autismo. Nesse sentido, Pierre Nora, historiador francês do séc. xx, afirmou que os indivíduos vivem em um mundo acelerado, isto é, preferem tudo aquilo que seja prático e imediato. Dessa forma, os cidadãos autistas que sofrem de interação social inadequada ou repetem palavras sem sentido, devido a sua condição, necessitam de atendimentos especiais e um maior tempo de educação. Logo, por demandar tantos cuidados, não são a preferência dentro de uma sociedade competitiva.

Concomitantemente, as maneiras como um indivíduo aprende a viver em sociedade não o tornam capaz de lidar corretamente com autistas. Ademais, desde pequenas, as pessoas são ensinadas a comer, como agir e falar, mas em nenhum momento na vivência social aprendem a forma de conviver com autistas. Então, no cotidiano, elas segregam-se desses por estranharem seus comportamentos e, assim, interagem com grupos nas quais se assemelham, aumentando ainda mais a ausência de inclusão.

Portanto, com a valorização pela normalidade, as pessoas omitem de seus grupos sociais os indivíduos típicos, explicitando o dever de medidas inclusivas serem aplicadas. Por isso, é responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social garantir que profissionais capacitados possam instruir os autistas por meio de exercícios mentais ou incluindo com outras pessoas, para que eles sejam qualificados a qualquer função. Além disso, os meios midiáticos, pelo fato de atingirem mais pessoas rapidamente, têm o compromisso de propagar informações sobre os autistas, fazendo-se uso de jornais, propagandas e internet a fim de diminuir a carência de informações sobre os autistas e incentivar a aproximação.