Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/05/2018

Émile Durkheim, importante sociólogo do século xx, em sua teoria da coesão social, afirmou que a sociedade é um todo integrada, onde o respeito e a consciência são fundamentais para o estado de harmonia no grupo social. Entretanto, é frequente notar-se os desafios para a inserção de pessoas com autismo em atividades do cotidiano, principalmente pela falta de consciência da população, como também, a ausência de aplicação das leis brasileiras.

Decerto, a consciência pública sobre o transtorno do espectro autista é fundamental para uma sociedade inclusiva. No entanto, a persistência de comportamentos discriminatórios ao diferente ainda é dominante no cotidiano. De acordo com pesquisas realizadas no ano de 2016 pelo Fundo das Nações Unidas(ONU), fazendo analogia ao século XXI, ocorreu um aumento significativo de crianças autistas, comparado ao século passado, classificando o distúrbio como uma questão de saúde pública. Com isso, é necessário a compreensão e a aceitação ao diferente na sociedade.

Outrossim, a constituição brasileira, outorgada em 1988, assegura no artigo 5º o princípio da isonomia a todos os brasileiros, onde um tratamento igualitário e justo para todos os cidadãos é fundamental. Apesar disso, a falta de aplicabilidade das leis e o raso conhecimento sobre o autismo, tendencia ações preconceituosas que persistem intrinsecamente. Desse modo, a ausência de empatia reflete um cenário degradante, resultando na dificuldade de integração das pessoas, distanciando-as do pleno exercício da condição humana.

Torna-se evidente, portanto, que a intolerância ao diferente deve ser inibida e os direitos básicos ser assegurados. Para isso, o Ministério da Educação deve impulsionar campanhas didáticas no âmbito escolar, por meio de palestras e saraus, a fim da conscientização coletiva ser alcançada e o respeito ao autista não seja um empecilho. Assim como, o Mistério da Justiça, através de fiscalizações, tem por obrigação assegurar os direitos sociais, com o propósito de uma sociedade não estratificada.