Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

Será a inclusão um desafio?

Neste terceiro milênio, é pertinente discorrer sobre a inclusão de portadores da síndrome do autismo. Para compreender melhor essa questão, propõe-se a discussão dos problemas causados pela exclusão e soluções acerca do objeto de estudo.

A princípio, é evidente a necessidade de salientar que o real desafio na questão não pode ser inclusão dos autistas em si. As dificuldades que a síndrome proporciona ao atingido são terrivelmente maiores do que as dificuldades para incluí-lo socialmente. Por isso, equivoca-se quando se trata a inclusão como empecilho, quando na verdade, não passa de uma obrigação social ao ser comparada com os reais desafios do doente.

Entre os inúmeros motivos da proposição apresentada, destaca-se aqui a intolerância pertinente na sociedade. Como dizia o filósofo da antiguidade Platão: “O mais alto nível de inteligência é a tolerância”. Seguindo essa base de pensamento, a percepção de inteligência nas camadas sociais torna-se então cada vez mais ofuscada pelos atos negligentes observados.

Vê-se então a necessidade da interferência Governamental no que diz respeito a inclusão do indivíduo. Dados coletados pela Revista do Autismo revelam que, no Brasil, a quantidade de autistas já passa dos dois milhões. Visto isso, se torna nítida a necessidade da inclusão dessas pessoas no mercado de trabalho e também no meio social. A exclusão, apesar dos danos psicológicos, também influencia no campo econômico, elevando o número de pessoas economicamente inativas do Brasil.

Resta admitir, portanto, que medidas de saúde pública precisam ser tomadas como modo de atenuar os impactos causados pelo problema social. O Governo deve criar medidas de incentivo à pesquisa no meio acadêmico para facilitar o diagnóstico do autismo no futuro. É necessário ainda, dar visibilidade aos portadores da síndrome, só assim, os autistas deixarão de ser invisíeis aos olhos da sociedade.