Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2018
Estabelecida por Newton, a lei da inércia prescreve que a tendência dos corpos, quando nenhuma força for exercida sobre eles, é permanecer em seu estado natural. Ao aplicar esse conceito físico no contexto dos desafios da inclusão de pessoa autistas no Brasil. percebe-se que a inexistência de ações corrobora na persistência dessa problemática. Nesse sentido, vale ressaltar o receio da entidade familiar, bem como a negligência governamental.
Quando o filósofo Jean Jacques Rousseau afirma em sua obra “Do Contrato Social” que “todo homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”, evidencia que o indivíduo autista tem como suas correntes a própria figura familiar. Com o temor de uma possível rejeição social, mães e pais transformam tal angustia em uma barreira que priva, muitas vezes, o filho portador de autismo de quaisquer relação social plausível. Dessa forma, enfatiza-se que a superproteção dos pais, torna-se de fato, um empecilho para pessoas autistas.
Não somente, a negligência estatal torna-se visível ao depreender-se que medidas inclusivas não são direcionadas a esse público, destacando o setor educacional, meio no qual esse deve ser inserido o quanto antes, para que seja possível o desenvolvimento de suas potencialidades e autonomia. Poucas são as instituições educacionais capacitadas a lecionar para alunos autistas, situação originada pela carência de educadores habilitados, assim como a ausência de mecanismos fundamentais para o aprendizado desses. Isso, consoante ao pensamento de Aristóteles de que somente é feliz aquele que conhece sua finalidade, sendo então necessário que o autista desenvolva seu autoconhecimento através da educação, que neste momento, lhe é negada.
Nesse sentido, para que uma força seja exercida sobre esse corpo inerte e haja mudanças, é imprescritível que sejam ministradas palestras, elaboradas pelo Ministério da Saúde em comparticipação de ONGs, visando a amplificação do sistema de inclusão de indivíduos autistas, direcionadas aos pais dos mesmos e aplicadas por psicólogos, no intuito de minimizar receios, para que esses compactuem na introdução de seus filhos na sociedade. Mas também, se faz necessário que o Governo Federal adote medidas que destinam-se a reestruturação de escolas, capacitando o corpo docente e implantando materiais indispensáveis para o aprendizado dos portadores de autismo, minorando assim, essa problemática e colaborando para uma sociedade mais justa e menos supressiva.