Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/05/2018

Atualmente, muito se discute sobre a inclusão de seres com deficiências mentais na sociedade, evidente que esses muitas vezes são discriminados socialmente e até mesmo abandonados pelo Estado. Visto que, falta investimentos para que esses grupos possam receber o que lhe é garantido na Constituição de 1998, a igualdade a todos os cidadãos. Contudo, é necessário buscar as causas que emergem tal problemática, a fim de minimizar os danos sofridos por essa parcela da população.

A priori, vale ressaltar a criação de meios como a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoas com Transtorno do Espectro Autista, para suprir as disparidades existentes na sociedade em relação à esses grupos, garantindo a proteção e a atenção com atendimento especializado às pessoas com a síndrome. Entretanto, na prática não se é comprido, visto que, autistas ainda sofrem com as faltas de oportunidades, atrelado à escassez de infraestrutura e profissionais capacitados em trabalhar com eles nas escolas e os mesmo são vítimas de preconceito na sociedade. Ademais, padecem com a dificuldade de se inserirem no mercado de trabalho, por falta de tecnologias assistenciais.

Em segunda análise, é importante lembrar que a negligência estatal é o principal fator para a exclusão desses grupos, haja vista , que as leis são criadas, mas não saem do papel, causando assim uma forte interrupção no desenvolvimento dos direitos básicos garantidos a todos cidadãos e deixando com que esses grupos sejam prejudicados e exclusos do cotidiano da população. Todavia, o baixo investimento cientifico e pesquisa em relação ao autismo provoca o desentendimento da doença, o que dificulta o diagnóstico e tratamento qualificado, ferindo os direitos naturais desses grupos. Dessa forma, a fragilidade nas políticas públicas para um melhor entendimento da doença é o maior empecilho para a inclusão dessa minoria na sociedade.

É evidente , portanto, que existe entraves para a inclusão de forma plena das pessoas com Transtorno do Espectro Autista na vida da população. Contudo, é necessário que o Poder Executivo junto ao Estado, promovam campanhas e investimentos na área da saúde, buscando o desenvolvimento do saber cientifico sobre o autismo, a fim de promover diagnósticos mais precisos e tratamentos qualificados, além de proporcionar também um maior estudo genético dos portadores dessas doença. Ademais, o Ministério da Educação, deve levar para as escolas palestras e oficinas procurando uma maior harmonia entre os alunos, para que assim o individualismo e a discriminação sejam  superados  e a inclusão dos autistas seja realidade. E por fim, seria possível  conquistar o bem-estar social e a dignidade, garantidos a todo cidadão pela Constituição Federal.