Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 27/05/2018
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro.No entanto, quando se observa os desafios da inclusão de pessoas com autismo, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não necessariamente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligado à realidade do país, seja pela negligência governamental, seja pelo preconceito por parte do restante da sociedade.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema.Segundo o filósofo grego Aristóteles, “a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”.De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o descaso do Governo com indivíduos portadores de autismo rompe essa harmonia, haja vista que poucos são os profissionais adequados destinados à área e poucas são as escolas preparadas para receber tais indivíduos.
Outrossim, destaca-se a dificuldade de adaptação em meios sociais como impulsionador do problema.De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade.Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que tal transtorno é marcado por dificuldade de aprendizagem e movimentos repetitivos, e isso acaba intensificando o preconceito e o egresso de pessoas.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um país melhor.Destarte, cabe ao Governo Federal criar meios para que a homogeneidade na sociedade seja restaurada, como por exemplo, promover reformas nas escolas públicas e privadas do país que sejam adequadas para o público autistas, bem como intensificar a contratação de profissionais com formação especial para formação educacional igualitária de crianças, jovens e adultos portadores de autismo.Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo.Logo, o Ministério da Educação(MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos que discutam o combate ao preconceito, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.