Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/05/2018

Uma das reflexões sobre o Brasil diz respeito aos desafios da inclusão de pessoas com autismo. Desde que o psiquiatra Eugen Bleuer em 1908, inventou a palavra “autismo” entre pacientes esquizofrênicos rigorosamente contraídos. Diante do contexto mencionado, o termo passou a ser estudado por mais psiquiatras para entender melhor do que se tratava tal fenômeno. Nesse sentido, descobriu-se que se trata de uma deficiência intelectual.

Segundo dados da ONU, há aproximadamente mais de 70 milhões de pessoas com o autismo. Conforme os dados, é numerosa a quantidade de indivíduos autistas e ainda assim, em crianças, é mais comum que o câncer, AIDS e diabetes. Na atualidade, é uma síndrome que atinge quase dois milhões de brasileiros. Em virtude disto, os indivíduos apresentam dificuldade no convívio social e hábitos recorrentes, uma vez que é provocado pelo desordenamento complexo do desenvolvimento do cérebro, antes, durante ou logo após o nascimento e, por isso, muitas vezes são excluídos devido à falta de paciência e empatia do próximo quanto aos seus comportamentos.

Todavia, como qualquer ser humano, cada indivíduo com autismo é único e todos podem instruir-se. Na maioria das vezes, sãos bons em aprender visualmente, atentos aos detalhes e aptidão de memória muito acima da média, facilidade em reter informações, além de serem servidores dignos de confiança. Desse modo, o dia 2 de abril foi estabelecido pela ONU como Dia Mundial de Conscientização do Autismo, sendo que é uma condição permanente a criança nasce e torna-se um adulto. Sendo assim, acrescentada à Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da Saúde.

Dessa forma, fica clara a necessidade das atuações conjuntas quanto a tais dificuldades com o objetivo de superá-las. Compete ao governo em parceria com a mídia, promover debates e campanhas de aviso, para sensibilizar a sociedade sobre a síndrome e, com essa atitude, impedir o preconceito dos indivíduos com o transtorno e incluí-los na vida em sociedade e a condição de cidadão. E, cabe aos centros escolares, investir na disciplina de sociologia, a qual estuda a sociedade, no intuito de que os alunos comecem a entender o processo de convívio social, as precisões do outro e respeitando as suas limitações, praticando a empatia. Logo, seria possível, com respeito e cooperação, superá-las.