Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/05/2018
A Alemanha Nazista foi marcada não só pelo antissemitismo mas também pelo preconceito e a intolerância às pessoas nascidas com quaisquer deficiências. Analogamente, embora não se encontre em um regime totalitário e malfeitor, a sociedade brasileira alimenta uma grande ignorância e discriminação aos portadores de necessidades especiais, sobretudo autistas, o que dificulta a inclusão desses no corpo social.
A falta de informação, a priori, é o que sustenta a ignorância do brasileiro em relação a uma doença tão comum quanto o câncer ou a diabetes. Outrossim, grande parte dessa sociedade, que segundo Zygmunt Bauman é liquida, goza de uma apatia à causa, fechando os olhos e agindo de forma indiferente, sem intenção alguma de entender a realidade do outro e dotada de uma opinião precipitada sobre o assunto. No entanto, tal comportamento a transforma em uma sociedade horripilante segundo o filosofo alemão Goethe, quando afirma que nada é mais assustador que a ignorância em ação.
Sendo uma consequência intrínseca dessa insciência, a discriminação é outro fator que deve ser pautado. As rejeições em escolas ou também o aumento da mensalidade escolar, a recusa das empresas e várias outras situações cotidianas são infelizmente muito comuns em razão da deficiência do indivíduo, originando uma segregação social. Não obstante, estudos comprovam que os autistas têm capacidade de estudar e trabalhar, podendo até mesmo obter melhores desempenhos, em determinadas funções, do que uma pessoa normal, como é o caso de Bill Gates, presidente da Microsoft e inventor do Windows.
Tendo em vista o assunto previamente apresentado, é inegável que muitos são os desafios da inclusão de autistas no Brasil. Logo, bom seria que a mídia em aliança com empresas e escolas, alertasse a população brasileira sobre o que de fato é o autismo por meio de campanhas e palestras de conscientização, a fim de evitar a descriminação; que o Poder Legislativo elaborasse leis que obriguem a contratação de funcionários com essa deficiência, adaptando-se às suas necessidades, e a aceitação de autistas nas escolas públicas e sem a necessidade de aumento nas mensalidades no caso de escolas particulares, para que dessa forma possa se difundir uma inclusão social.