Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/05/2018

Atualmente, muito se fala da síndrome do autismo e dos impactos na vida de quem sofre com o problema. Nesse sentido, é válido destacar a criação do dia mundial da conscientização do autismo, 02 de abril, como uma data capaz de chamar atenção para o tema. Diante disso, destaca-se que ainda há um longo caminho a percorrer, a fim de ajudar quem sofre com a síndrome, podendo ressaltar, entre outros fatores, a dificuldade de diagnóstico e as consequências na vida dessas pessoas.

É relevante abordar, primeiramente, que a complexidade em um diagnóstico preciso é um dos grandes problemas na inclusão dessas pessoas. Nessa perspectiva, constata-se, junto a ausência de uma identificação específica para a síndrome, a estereotipação do autismo. Assim, um exemplo disso é a ideia de que pessoas com transtorno do espectro do autismo tendem a comportamentos desencadeados de maneira repetitiva, além de isolar-se dos outros. Diante do exposto,  ressalta-se a inexistência de exames e fatores específicos para um diagnóstico preciso, como consequência, em muitos casos a pessoa não recebe o devido tratamento, além de serem taxados como “estranhos”, podendo gerar graves problemas na socialização desse indivíduo.

Em decorrência disso, notam-se os efeitos na vida de quem convive com a síndrome. Nessa perspectiva, evidencia-se a dificuldade na inclusão dessas pessoas, principalmente nos casos mais severos, devido a falta de informação na sociedade. Dessa maneira, é possível realçar que, segundo dados da OMS (organização mundial de saúde), no Brasil, existem cerca de 2 milhões de autistas, em seus variados níveis de acometimento, o que deixa claro a necessidade de levar esclarecimento à toda população. Como efeito de tal falta de conhecimento, o portador da síndrome tende a afastar-se das outras pessoas, o que pode agravar os casos devido a falta de tratamento e apoio adequados.

Torna-se evidente, portanto, que é de suma importância que medidas sejam tomadas para a inclusão de pessoas com autismo no Brasil. Logo, é imprescindível que os mais diversos setores da saúde se especializem, através de seminários e debates sobre o tema, além de aumentar as pesquisas, como por exemplo, com a criação de ONG’s que, além de ajudar o autista, faça um acompanhamento para detalhar a síndrome desde seu descobrimento até as evoluções com tratamento, a fim de criar métodos para um melhor diagnóstico. Além disso, é de extrema necessidade que os núcleos educacionais abordem o assunto, por meio de palestras que orientem sobre as melhores formas de inserir essas pessoas, principalmente as mais acometidas, no convívio social, sempre respeitando seus limites, com o objetivo de quebrar as estereotipações e melhorar a qualidade de vida dessas pessoas.