Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 27/05/2018

O seriado Atypical, lançado em 2017, mostra as dificuldades de socialização de um jovem autista nos Estados Unidos. Na série, Sam está matriculado em uma escola regular e sua família e professores conhecem bem suas limitações e habilidades. No entanto, o Brasil ainda precisa avançar no que diz respeito à inclusão dos portadores do TEA (Transtorno do Espectro Autista). O cenário pode ser melhorado por meio da inserção da criança e jovem em classe regular e do adulto no mercado de trabalho.       A partir da educação inclusiva as pessoas com deficiência têm oportunidade de preparar-se para a vida na comunidade. Entretanto, inclusão não significa simplesmente a colocação do aluno com necessidade especial em classes de ensino regular, mas o desenvolvimento de um plano de ensino que respeite a capacidade de cada aluno, com atividades diversificadas que respeite as especificidades para que todos possam atingir o seu potencial.

A educação formal será um desperdício se o adulto autista não for inserido no mercado de trabalho.      Por isso, é preciso disseminar a informação de que apesar da dificuldade de comunicação existem habilidades associadas ao TEA, como por exemplo a boa memória e o foco nos detalhes. Ciente desse fato, a empresa Specialistene capacita jovens autistas para trabalharem na área de tecnologia da informação.

Fica evidente, portanto, que para uma inclusão genuína do autista no Brasil é preciso que o Governo Federal financie, em parceria com ONGs especializadas, uma campanha de informação sobre o TEA focada nas empresas, a fim de disseminar os detalhes da patologia, limitações e habilidades dos indivíduos portadores. Servindo, desta forma, como apoio para que o preconceito diminua e esse cidadão seja inserido no mercado de trabalho.