Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil
Enviada em 28/05/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela ONU – assegura a todos os indivíduos tratamento análogo. No entanto, é notório que o país ainda apresenta obstáculos na inclusão de indivíduos portadores de Transtornos do Espectro Autista (TEA). Nesse contexto, deve-se analisar como o preconceito e a falta de tratamento adequado influenciam na problemática em questão.
Em primeiro plano, evidencia-se que a negligência do atendimento por profissionais capacitados, oportuna que o caso se agrave. Segundo a professora de psicologia da USP, Martha Hubner, um método funcional para a prosperação na qualidade de vida de individuos com autismo é a terapia comportamental. No entanto, a demanda de especialistas para tratar esse segmento, no sistema público, é inferior a quantidade de pacientes, pois faltam psicólogos, psiquiatras e neuropediatras, o que inviabiliza o diagnóstico e a abordagem de tratamento de modo rápido e eficaz.
Outrossim, a cultura do preconceito presente na sociedade, também é um impessilho para que os autistas se relacionem de forma mais expansiva. Na antiga Grécia, particularmente em Esparta, quando crianças nasciam com deficiências, físicas ou mental, eram condenadas à morte, pois eram consideradas inativas. Esse preconceito gerado desde a antiguidade permanece vivo até hoje, incapacitando que tenha-se uma socialização entre os deficientes.
Destarte, percebe-se que é imprescindivel que medidas sejam efetuadas para que ocorra a inclusão de pessoas com autismo na sociedade. Portanto, o Ministério de Saúde em parceria com o governo deve promover o aumento de profissionais capacitatos, como neuropediatras, psiquiatras e psicologos, e por meio de paletras possibilitar uma maior visibilidade dos autistas para que população saiba lidar com eles da melhor forma possível. Além disso, o Ministério da Educação em parceria com as escolas, deve efetuar campanhas educacionais para possibilitar a socialização entre os alunos com autismo e os demais, afim de diminuir os impactos causados pelo preconceito e exercer a igualdade proposta pela ONU.