Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 28/05/2018

De acordo com a teoria da seleção natural, proposta por Darwin, só os que se adaptam melhor ao meio conseguem sobreviver. Análogo a isso, tem-se as pessoas autistas que, muitas vezes, são excluídas por não está dentro do padrão do que a sociedade considera “normal” para o ser humano. Dessa forma, necessita-se discutir os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil.

Primordialmente, a Constituição de 1988 garante uma educação inclusiva a todos os indivíduos independentemente de suas limitações, entretanto na prática há falhas na efetivação desse direito. Tal fato ocorre porque, na maioria das vezes, as escolas não estão preparadas para receber alunos que possuem autismo. Por exemplo, professores que não são treinados para receber e instruir esses alunos que necessitam de uma atenção diferenciada por apresentarem certa dificuldade em assimilar as informações e apresentarem resistência à mudanças. Logo, sem esse suporte aumenta a evasão escolar.

Além disso, nota-se que o exacerbado individualismo corrobora para que as pessoas autistas não sejam incluídas na sociedade. Isso acontece porque, na pós-modernidade, as pessoas conforme defendia o sociólogo Zygmunt Bauman na obra “Amor líquido,” buscam a não se envolver nas relações interpessoais que desenvolvem ao longo da vida. Em decorrência dessa fragilidade nos laços afetivos, o preconceito é potencializado, uma vez que grande parte da população acaba não se importando com os outros.

Portanto, as secretarias municipais de educação, em parceria com as universidades, deve criar cursos voltados ao treinamento de docentes, com objetivo de garantir uma educação adequada para os autistas. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as escolas, deve incluir a disciplina de ética e cidadania no currículo escolar dos ensinos fundamental e médio. De modo, que essas aulas têm o intuito de desconstruir o individualismo já arreigado na população.