Os desafios da inclusão de pessoas com autismo no Brasil

Enviada em 26/05/2018

Desde as civilizações medievais até os povos indígenas mais recentes, existia um cultura de exclusão e abandono de recém- nascidos que possuíam algum tipo de deficiência, estes, eram vistos como castigo dos deuses e um fonte de azar. Nos dias atuais, de forma análoga essa cultura persiste, visto que não há um exclusão apenas nos portadores de deficiências físicas mas também em deficientes intelectuais, como os autistas, que só foram reconhecidos como portadores da doença pela Organização Mundial de Saúde há 25 anos.

Em primeiro lugar, destaca-se a cultura do preconceito, que possui raízes mais profundas que seus próprios princípios, frase famosa de Maquiavel. No Brasil, mais de 2 milhões de habitantes possuem a síndrome denominada autismo, mas apenas 10,2 % são considerados inseridos na sociedade, por certo, o preconceito está ligado com o dado acima apresentado, publicado pelo IBGE; diante disso, muitos deficientes não vão a escola e nem exercem qualquer outra atividade na sociedade.

Em segundo lugar, observa-se que na contemporaneidade os casos de autismo vêm aumentando, sendo mais comum do que patologias como o câncer, diabetes e AIDS, entre as crianças; portanto, cada vez mais o desafio da inclusão desses indivíduos na sociedade brasileira aumenta. Como foi dito por Albert Einstein : “ é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”.

Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde intervenha na sociedade, promovendo panfletos e palestras sobre a importância da quebra da cultura que é carregada desde a Idade Média, a fim de conscientizar o maior número e tipos de pessoas, juntamente as escolas devem promover projetos que fomente as crianças sobre a importância de exercer o contato com todos os deficientes, assim aumentando a integração dos mesmo, o MEC deve investir em instituições especializadas com profissionais preparados por todo o pais; estima-se assim, maior integração dos portadores de autismo na sociedade.