Os desafios da formação de professores no Brasil

Enviada em 30/07/2021

De acordo como o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Sob esse viés, é crucial salientar que a educação pode mudar a forma como reconhecemos o mundo, todavia, há precariedade na forma de propagá-la. Nesse sentido, ao observar este impasse, percebe-se que ele está vinculado a base educacional lacunar e a falta de investimento. Assim, hão de ser analisados tais fatores para que se possa liquidá-los de modo eficaz.

Em primeiro plano, é imperioso destacar as causas desta problemática. Segundo o filosofo Kant, o ser humano é resultado da educação que teve, ou seja, o conhecimento transmitido aos professores na graduação deve ser propagado de forma clara e objetiva para ser repassado de maneira concisa. Contudo, no Brasil, há uma lacuna no ensino, pois há uma precariedade enorme na formação de profissionais, o que acaba afetando os formandos e, consequentemente, a seus futuros alunos, causando uma geração com saberes inferiorizados. Desse modo, é necessário ações para mitigar a vigência do problema.

Ademais, é fundamental a falta de investimento como impulsionadora da adversidade no Brasil. Conforme dados da Fundação Getúlio Vargas - a taxa de investimento no Brasil, somando setores públicos e privados, está em seu menor nível nos últimos 50 anos – ou seja, o investimento está precário, as universidades públicas estão formando novos professores com um déficit na educação, sendo desprovido de saberes necessários no decorrer de cinco anos estudando para um futuro melhor. Além disso, a profissão em si é desvalorizada com baixíssimas remunerações, o que afeta o mercado de trabalho, causando um menosprezo pelo formação, fazendo que professores busquem aperfeiçoamentos para obter melhores condições de vida. Logo, é inadmissível que este cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o CNE – responsável por atuar na formulação e avaliação da política nacional da educação – e o MEC – encarregado de zelar da educação do país – por intermédio de palestras e campanhas, busquem fazer avaliações periódicas sobre a qualidade de ensino no país, valorizando o cargo de professor e sua graduação. Como também, promovam melhorias nas especializações e busquem a inclusão de profissionais especiais com a função de garantir acessibilidade, a fim de que possam transformar a educação um direito de todos, sem distinção e uma profissão valorizada. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, transformando a comunidade em um mundo melhor, como afirma Paulo Freire.